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Música

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Já seguimos a Pitchfork há alguns anos, e sempre foram uma fonte de coisas novas, originais e interessantes. Começámos a nossa colaboração com a Pitchfork em 2014, quando lançámos a série Diretor ID e produzimos uma série de entrevistas para o NOS primavera Sound Porto. Este vídeo da Courtney Barnett é um exemplo disso mesmo. Os anos passaram mas continuámos atentos ao que a Pitchfork tem feito e, este ano, quando soubemos da primeira edição do Midwinter, ficámos com muita vontade de ir. O conceito é algo novo e excitante: a apropriação de um museu como palco para novos sons e todo o tipo de música..

When an art museum becomes a space for music celebration

Pinturas históricas encontraram-se com a música contemporânea em Chicago, durante o Midwinter. No Art Institute of Chicago, as obras de Vincent Van Gogh, mesmo que só com um ouvido, puderam ouvir os sons muito distintos de Sudan Archives a Kamasi Washington, Yves Tumor a Deerhunter, Slowdive, Tortoise ou JPEGMafia, só para citar alguns. Quadros de Renoir, Picasso, Monet ou Matisse (e esta é apenas uma pequena seleção dos grandes nomes da história da arte presentes no museu) serviram de pano de fundo para dar a conhecer tanto nomes já consagrados, como novos artistas emergentes, no panorama musical de Chicago e do mundo. A Pitchfork Radio também esteve presente no museu com uma sala inteira dedicada a ela. A curadoria foi feita por Elia Einhorn, com quem tivemos o prazer de conversar durante o festival.


O resultado é o vídeo abaixo, no qual Elia descreve o que torna o Midwinter tão rico e único do ponto de vista musical, e porque é que a cena musical de Chicago floresceu como floresceu.

When an art museum becomes a space for music celebration


Quando um museu de arte se torna

um espaço de celebração musical



A mesma ideia que informou a criação do Pitchfork, informa a ideia de reimaginar o que um festival pode ser e a reconceptualização do espaço que pode ocupar. Quando o Pitchfork foi lançado, ninguém ocupava o espaço online da crítica musical. (...) Um evento de música inteira dentro de um museu é, mais uma vez, apenas reimaginar o espaço.” - Elia Einhorn

Um aspeto interessante que Elia salienta é o facto de, tal como Manchester (terra dos The Smiths, Buzzcocks, Joy Division), Chicago ter sido amaldiçoada (ou abençoada) com o mesmo problema: o mau tempo. Em Chicago, a neve obriga as pessoas a ficarem em casa e a serem criativas, o que pode ser uma razão para tanta música nova vir de lá.A pequena escala e a intimidade do festival permitem encontros aleatórios, ou “coisas que acontecem no momento”, como o set improvisado de Bradford Cox, dos Deerhunter, com Hayley Fohr, dos Circuit des Yeux, que proporcionou aos fãs uma atuação única, única na vida.
When an art museum becomes a space for music celebration

Embora a Pitchfork tenha crescido e se tenha transformado numa plataforma internacional sem sede, continua a olhar para Chicago, a sua cidade natal, como um centro de exposição dos seus eventos mais relevantes. Isto prova que, mesmo para publicações online importantes, continua a ser essencial olhar para os eventos físicos como algo diferenciador.

When an art museum becomes a space for music celebration

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A música prospera e fortalece o pensamento de união, ao mesmo tempo que proporciona um lugar para encontrar uma ligação dentro de si mesmo ou com os outros. Com uma história de acesso ao backstage de festivais de música, muitas foram as ocasiões em que filmamos momentos únicos com artistas que admiramos. A música trouxe ao Canal180 inúmeras possibilidades.

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